Give me therapy
Avenida Paulista

Uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo.

Dinheiro, tecnologia, negócios circulando por todos os lados, pessoas de todas as etnias, religiões, estilo, idade.

Carros das mais variadas formas, tamanhos e cores. Escolas, faculdades, bancos, livrarias, cinemas, shoppings…

Mas não é nada disso que me atrai tanto nesse local.

Consigo ter uma sensação indecifrável. Um sentimento de bem estar, de leveza, como se meu corpo flutuasse por todos os lugares e apenas observasse o seu movimento.

Sento-me nas escadarias que da de frente para tudo isso, no qual eu avistei por longos 3 anos, todos os dias da minha vida. 3 anos de todos os sentimentos do mundo. 

E ao observá-la, as pessoas que passam, os carros… Nada mais se passa por minha mente. Apenas sinto a liberdade correndo por minhas veias. E assim passaria horas e dias, apenas na mesma posição.

Meus problemas fogem completamente dentro de mim. Só consigo sentir o vento batendo em meu corpo e a sensação de ser livre deste mundo, dessas pessoas, dessa vida.

Nesse local, apenas eu e a minha liberdade existem.

Hoje de manhã me disseram que tudo acabaria, amanhã. Todos os sentimentos inexplicáveis e inimagináveis estiveram basicamente nesses 3 anos em que permaneci nesse lugar, onde acabará em 1 dia, apenas 1 dia.
Tive dias que tudo o que eu mais queria era sair correndo de lá, gritar para o mundo o quanto me repugnava todas aquelas coisas e pessoas que via, coisas que na verdade eu nunca tinha presenciado na minha vida, nem se quer imaginado.
Tinha vontade de voltar para aquele lugar aconchegante, alegre e familiar aonde eu vivi 9 anos da minha vida, mas eu não podia, eu precisava aguentar, não poderia ser tão fraca de suportar só por 3 anos e deixar todos os meus sonhos voarem.
Posso dizer, que agradeço todos os dias por ter tomado aquela maldita decisão de ir para esse lugar. Sofri muito, lágrimas escorriam todos os dias, de saudade, de nervoso, de tristeza. Tive momentos de insanidade, madrugadas acordada, noites mal dormidas, livros e mais livros na minha frente, e muita preocupação. Ah, como essa palavra fez parte da minha vida! Mas talvez seja por ela, em partes, eu ter criado essa força de continuar nesse caminho que parecia sem fim.
Foi nesse lugar que eu pude crescer, sair da visão de uma simples menininha que nada sabia sobre a vida, que vivia apenas o mundinho dela, achando que já sabia tanta coisa, achando que teria para sempre tudo em suas mãos… Mas ela descobriu que isso não era verdade!
Cai, cai muitas vezes. Conheci o amor como nunca tinha conhecido, mas também conheci a dor da perda. Foi lá que aprendi a dar valor as coisas simples, as coisas que realmente me importavam. 
Foi nesse lugar que ela também conheceu a falsidade, a mentira, vícios, aquele lugar negro para visão muitos, ou simplesmente viu o sofrimento de algumas pessoas por problemas inimagináveis. Pareciam coisas de novela para aquela garotinha, e a cada dia ela ficava mais surpresa com o que ela via e ouvia.
E depois de tantas descobertas, caidas, subidas, desvios, me sinto feliz, sim, me sinto feliz de ter conhecido tudo isso. Não me arrependo de ter ido para esse lugar, e sofrer o que eu sofri, ver o que eu vi, sentir o que eu senti.
Conheci também tantas pessoas maravilhosas, com caráter, dignidade, calor humano, que me acolheram e me ajudaram a segurar toda a barra, e com certeza eu quero levá-las para a vida toda.
Posso dizer uma coisa que eu jamais pensei em dizer nesses 3 anos da minha vida: sentirei tantas saudades desse lugar, meu 2º lar que me abrigou, me deu forças de onde eu jamais poderia imaginar em encontrar, me mostrou uma outra visão de um mundo que eu nem se quer sonharia em conhecer. Me mostrou que mudanças são inevitáveis, (e que eu preciso me acostumar), e me transformou em quem hoje sou, um alguém pronto para viver tudo o que essa vida tem a me oferecer, e tentar de todas as formas, vencer.

Hoje de manhã me disseram que tudo acabaria, amanhã. Todos os sentimentos inexplicáveis e inimagináveis estiveram basicamente nesses 3 anos em que permaneci nesse lugar, onde acabará em 1 dia, apenas 1 dia.

Tive dias que tudo o que eu mais queria era sair correndo de lá, gritar para o mundo o quanto me repugnava todas aquelas coisas e pessoas que via, coisas que na verdade eu nunca tinha presenciado na minha vida, nem se quer imaginado.

Tinha vontade de voltar para aquele lugar aconchegante, alegre e familiar aonde eu vivi 9 anos da minha vida, mas eu não podia, eu precisava aguentar, não poderia ser tão fraca de suportar só por 3 anos e deixar todos os meus sonhos voarem.

Posso dizer, que agradeço todos os dias por ter tomado aquela maldita decisão de ir para esse lugar. Sofri muito, lágrimas escorriam todos os dias, de saudade, de nervoso, de tristeza. Tive momentos de insanidade, madrugadas acordada, noites mal dormidas, livros e mais livros na minha frente, e muita preocupação. Ah, como essa palavra fez parte da minha vida! Mas talvez seja por ela, em partes, eu ter criado essa força de continuar nesse caminho que parecia sem fim.

Foi nesse lugar que eu pude crescer, sair da visão de uma simples menininha que nada sabia sobre a vida, que vivia apenas o mundinho dela, achando que já sabia tanta coisa, achando que teria para sempre tudo em suas mãos… Mas ela descobriu que isso não era verdade!

Cai, cai muitas vezes. Conheci o amor como nunca tinha conhecido, mas também conheci a dor da perda. Foi lá que aprendi a dar valor as coisas simples, as coisas que realmente me importavam. 

Foi nesse lugar que ela também conheceu a falsidade, a mentira, vícios, aquele lugar negro para visão muitos, ou simplesmente viu o sofrimento de algumas pessoas por problemas inimagináveis. Pareciam coisas de novela para aquela garotinha, e a cada dia ela ficava mais surpresa com o que ela via e ouvia.

E depois de tantas descobertas, caidas, subidas, desvios, me sinto feliz, sim, me sinto feliz de ter conhecido tudo isso. Não me arrependo de ter ido para esse lugar, e sofrer o que eu sofri, ver o que eu vi, sentir o que eu senti.

Conheci também tantas pessoas maravilhosas, com caráter, dignidade, calor humano, que me acolheram e me ajudaram a segurar toda a barra, e com certeza eu quero levá-las para a vida toda.

Posso dizer uma coisa que eu jamais pensei em dizer nesses 3 anos da minha vida: sentirei tantas saudades desse lugar, meu 2º lar que me abrigou, me deu forças de onde eu jamais poderia imaginar em encontrar, me mostrou uma outra visão de um mundo que eu nem se quer sonharia em conhecer. Me mostrou que mudanças são inevitáveis, (e que eu preciso me acostumar), e me transformou em quem hoje sou, um alguém pronto para viver tudo o que essa vida tem a me oferecer, e tentar de todas as formas, vencer.


“Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não vissem as horas escritas. O pêndulo iria de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a marcha do tempo.”

Imagina se não existisse tempo, tudo fosse eterno, duradouro, e momentos intensamentes carregados de nostalgia não acabassem, assim como momentos puramente de angústia sobrevivessem eternamente dentro de você. E a palavra sentido, não fizesse sentido.
Tenho momentos dentro de mim, que quero que tudo passe, que todo vendaval se distancie, voe para bem longe, onde eu não possa nem se quer esbarrá-lo. Não obstante ao pensar em voar, penso logo em parar. Não quero que tudo corra, e ao abrir meus olhos, enxergue mãos enrrugadas, um rosto flácido, cabelos grisálios, cansaço de longos anos de existência já facilmente visível, pessoas que eu amo em um lugar sublime, bem longe, e uma saudade que me afunde de vez a essa grande jornada chamada vida.
E tudo por um simples capricho? Ou talvez até mesmo egoísmo, por não poder enxergar a vida maravilhosa que está aí fora dessa janela e 4 paredes, mesmo com um dia nublado, chuvoso e cinza, por trás disso tudo há um imensidão chamado sonho, e talvez ele seja o motivo da minha sutil existência. E não é correndo ou ficando parado que ele irá me encontrar.

“Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não vissem as horas escritas. O pêndulo iria de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a marcha do tempo.”

Imagina se não existisse tempo, tudo fosse eterno, duradouro, e momentos intensamentes carregados de nostalgia não acabassem, assim como momentos puramente de angústia sobrevivessem eternamente dentro de você. E a palavra sentido, não fizesse sentido.

Tenho momentos dentro de mim, que quero que tudo passe, que todo vendaval se distancie, voe para bem longe, onde eu não possa nem se quer esbarrá-lo. Não obstante ao pensar em voar, penso logo em parar. Não quero que tudo corra, e ao abrir meus olhos, enxergue mãos enrrugadas, um rosto flácido, cabelos grisálios, cansaço de longos anos de existência já facilmente visível, pessoas que eu amo em um lugar sublime, bem longe, e uma saudade que me afunde de vez a essa grande jornada chamada vida.

E tudo por um simples capricho? Ou talvez até mesmo egoísmo, por não poder enxergar a vida maravilhosa que está aí fora dessa janela e 4 paredes, mesmo com um dia nublado, chuvoso e cinza, por trás disso tudo há um imensidão chamado sonho, e talvez ele seja o motivo da minha sutil existência. E não é correndo ou ficando parado que ele irá me encontrar.